Muito prazer

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Comecei a vida em Santos e cresci educada de acordo com as tradicionais regras que, muitas vezes, envolvem o machismo brasileiro. Mudei. Fiz faculdade fora. Ganhei liberdade, responsabilidade e identidade. Hoje, com 32 anos, estou casada com um homem fabuloso e espero nosso primeiro filho. Um sonho de gente grande, mas que espero desde criança: o da maternidade. O assunto sempre me fascinou e hoje, me pego com o corpo começando a deformar e sintomas nada agradáveis. Sabe o bom da história? Dou risada de tudo! Da azia, das ânsias intermináveis, da fome colossal e do tanto de cremes de estrias que hoje povoam meu banheiro. Isso é somente a primeira fase. Tenho certeza que, depois desta gravidez, continuarei rindo de mim mesma por inúmeros motivos, inclusive por me pegar em diversas situações que jamais imaginei passar.

domingo, 11 de dezembro de 2011

A primeira festa


Tivemos uma semana agitada como todo o mês de dezembro promete (e todo ano é assim mesmo). Mas em 2011 tivemos que acrescentar mais uma atividade: os ensaios para a apresentação de Natal no Jardim Colibri, a escola do João Ricardo.
Ao contrário do que acontece em muitas escolas, no Waldorf, os pais se apresentam para os filhos. Sim, os pqueninos se sentam em platéia e nós somos os personagens de uma peça teatral que conta a história do nascimento de Jesus. Eu peguei o papel da narradora da história e o Ricardo, tocou violão. Todo o teatro era cantado e contado. Os personagens só gesticulam e cantam, não têm falas. É diferente, engraçado e, claro, emocionante. Me saí super bem nos ensaios (tive somente um erro), mas não contava que na hora iria ser tudo diferente.
Sabe, eu tive inúmeras apresentações na minha vida: de escola, de rua, de dança, festas juninas e tantas outras, mas nenhuma, nenhuma mesmo me causou a apreensão e o nervosismo desta. Mal dormi de sexta para sábado (10/12), estava de plantão e ão conseguia me concentrar no trabalho. Consegui cumprir o horário na escola somente graças a gentileza de uma colega de trabalho (Juliana Belluomini) que chegou mais cedo para eu conseguir sair a tempo de chegar no Colibri junto com os outros pais. Saí do trabalho e dirigi parecendo que estava fazendo uma viagem de 2000 km e não um persurso que gasto, em média, 15 ou 20 minutos para percorrer sem trânsito. Ansiedade, como vai vc, sua linda? Ela não me deixa...
No fim, chegamos atrasados, mas deu tudo certo.
A encenação foi linda e todos nós (que participamos) choramos, nos emocionamos. Só aí que eu percebi que "meu papel" (o de narradora da história) era o pior de todos!!! Com a emoção, quase não consegui falar!!! ahahahaha
Mas deu tudo certo e foi tudo muito, muito lindo.
Eu estava tão orgulhosa que não cabia em mim. O Ricardo se arrumou todo, trocou cordas do violão dele (ele tocou na peça)...foi um prumo só.
Após a apresentação, teve a confraternização na classe do João. Aí ele "se achou".
Estávamos nós (eu e o Ricardo), meu pais, meu irmão, minha cunhada, o irmão do Ricardo, a namorada dele, a irmã do Ricardo e o pai dele. O joão ficou em extase: parecia que ele estava recebendo a gente, sabe? Incrível como uma criança expressa sua satisfação.
Ele não parou 1 segundo sequer. Queria que todos comessem e pegava coisas da mesa para servir a todos nós. Um barato. Fora o quanto ele abraçava as colegas de classe dele...
Na hora em que as mães da sala homenagearam a professora Nicole, o João, no instinto dele, correu e deu um abraço nas canelas da Nicole (porque é onde ele alcança, né?). Parece até que ele entendeu o recado...rsrsrsrs
Enfim, foi uma experiência ótima. Adorei fazer parte de tudo isso e no que depender de mim, ele sempre terá a mamãe ao lado em todos os momentos da vida.