Muito prazer

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Comecei a vida em Santos e cresci educada de acordo com as tradicionais regras que, muitas vezes, envolvem o machismo brasileiro. Mudei. Fiz faculdade fora. Ganhei liberdade, responsabilidade e identidade. Hoje, com 32 anos, estou casada com um homem fabuloso e espero nosso primeiro filho. Um sonho de gente grande, mas que espero desde criança: o da maternidade. O assunto sempre me fascinou e hoje, me pego com o corpo começando a deformar e sintomas nada agradáveis. Sabe o bom da história? Dou risada de tudo! Da azia, das ânsias intermináveis, da fome colossal e do tanto de cremes de estrias que hoje povoam meu banheiro. Isso é somente a primeira fase. Tenho certeza que, depois desta gravidez, continuarei rindo de mim mesma por inúmeros motivos, inclusive por me pegar em diversas situações que jamais imaginei passar.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

João Ricardo vai fazer futebol!!!

Eu queria natação e ele queria futebol. Juntei tudo e pensei: se você topar em fazer natação, mamãe coloca você no futebol também! Fechou, ele disse. Sim, ele disse fechou mesmo. Ele fala maneiro, surreal, irado e outras gírias...com 4 anos!
Depois de me questionar e cabular as duas primeiras aulas teste do futebol, eu tomei coragem e fui buscar porque seria benéfico (ou de repente maléfico) colocá-lo em um curso de futebol aos 4 anos de idade. Me surpreendi com as descobertas e por isso divido aqui no blog.

1. Ensina a importância do trabalho em equipe
O futebol, assim como a vida, é um jogo coletivo. “Sempre num time de futebol você tem um cara mais habilidoso, outro que corre mais, mas ninguém ganha sozinho. Tem de ter espírito de equipe”, explica Fernando Godoy, diretor da sucursal brasileira da ONG Spirit of Football.
2. Nem sempre o resultado é o esperado…
No futebol, inevitavelmente temos de passar por derrotas. Mas elas podem ser um ótimo momento para refletir e encontrar outras soluções para os problemas. “O erro passa a ser o meio para se atingir um objetivo, faz parte da trajetória para o sucesso”, explica a educadora Andrea Ramal.
3. Respeito é fundamental!
O “Fair Play”, ou, jogo limpo, é ensinado desde cedo nas boas aulas de futebol. “A gente procura mostrar que você tem um adversário e não um inimigo”, diz Fábio Oliani, professor e coordenador de educação física do colégio São Luís, em São Paulo.
4. Comprometimento desde cedo
“Se o esporte é pratico e aprendido imerso em um ambiente de prazer pela aprendizagem, alegria por saber ganhar e perder e acolhimento pelo sentimento de pertencimento, o jovem praticante levará isto para o resto de sua vida, o que em ganhos para a saúde (não apenas física) é fenomenal”, afirma Alcides José Scaglia, coordenador do curso de Ciências do Esporte na Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp.
5. É preciso aceitar as regras
“Não existe jogo sem regra e quem joga verdadeiramente jura respeito às regras, violá-las traz consequências imediatas às relações sociais desenvolvidas no jogo”, diz Alcides José Scaglia, coordenador do curso de Ciências do Esporte na Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp.
6. O valor do esforço
Talento não vem sempre de berço! Para evoluir como jogador, é preciso muito treino e aperfeiçoamento. São ótimas oportunidades para perceber o valor do trabalho em torno de um objetivo. “O ideal é valorizar o esforço, independente do resultado”, diz Andrea Ramal. “Reconheça o trabalho. Assim você ajudará seu filho a desenvolver uma mentalidade de autossuperação, a ter persistência e não desistir quando as coisas não forem bem”.
7. A importância da escolha
Ninguém nasce sabendo e a vida não nasce traçada (determinada por nossos traços – inteligência ou falta dela-, coordenação motora ou falta dela-, pelo destino ou pelos outros. Quando a criança se sente protagonista de sua vida se torna capaz de mudar e melhorar cada vez mais, abrindo os caminhos à sua frente.
8. Controle das emoções
Aqueles que conseguem controlar suas emoções se saem melhor. “Existem pessoas que conseguem resultados excelentes nos treinos, mas nos jogos não conseguem, porque deixam o nervosismo tomar conta”, afirma o professor da Unicamp Roberto Rodrigues Paes, que foi técnico de basquete durante 25 anos.