Muito prazer

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Comecei a vida em Santos e cresci educada de acordo com as tradicionais regras que, muitas vezes, envolvem o machismo brasileiro. Mudei. Fiz faculdade fora. Ganhei liberdade, responsabilidade e identidade. Hoje, com 32 anos, estou casada com um homem fabuloso e espero nosso primeiro filho. Um sonho de gente grande, mas que espero desde criança: o da maternidade. O assunto sempre me fascinou e hoje, me pego com o corpo começando a deformar e sintomas nada agradáveis. Sabe o bom da história? Dou risada de tudo! Da azia, das ânsias intermináveis, da fome colossal e do tanto de cremes de estrias que hoje povoam meu banheiro. Isso é somente a primeira fase. Tenho certeza que, depois desta gravidez, continuarei rindo de mim mesma por inúmeros motivos, inclusive por me pegar em diversas situações que jamais imaginei passar.

domingo, 11 de dezembro de 2011

A primeira festa


Tivemos uma semana agitada como todo o mês de dezembro promete (e todo ano é assim mesmo). Mas em 2011 tivemos que acrescentar mais uma atividade: os ensaios para a apresentação de Natal no Jardim Colibri, a escola do João Ricardo.
Ao contrário do que acontece em muitas escolas, no Waldorf, os pais se apresentam para os filhos. Sim, os pqueninos se sentam em platéia e nós somos os personagens de uma peça teatral que conta a história do nascimento de Jesus. Eu peguei o papel da narradora da história e o Ricardo, tocou violão. Todo o teatro era cantado e contado. Os personagens só gesticulam e cantam, não têm falas. É diferente, engraçado e, claro, emocionante. Me saí super bem nos ensaios (tive somente um erro), mas não contava que na hora iria ser tudo diferente.
Sabe, eu tive inúmeras apresentações na minha vida: de escola, de rua, de dança, festas juninas e tantas outras, mas nenhuma, nenhuma mesmo me causou a apreensão e o nervosismo desta. Mal dormi de sexta para sábado (10/12), estava de plantão e ão conseguia me concentrar no trabalho. Consegui cumprir o horário na escola somente graças a gentileza de uma colega de trabalho (Juliana Belluomini) que chegou mais cedo para eu conseguir sair a tempo de chegar no Colibri junto com os outros pais. Saí do trabalho e dirigi parecendo que estava fazendo uma viagem de 2000 km e não um persurso que gasto, em média, 15 ou 20 minutos para percorrer sem trânsito. Ansiedade, como vai vc, sua linda? Ela não me deixa...
No fim, chegamos atrasados, mas deu tudo certo.
A encenação foi linda e todos nós (que participamos) choramos, nos emocionamos. Só aí que eu percebi que "meu papel" (o de narradora da história) era o pior de todos!!! Com a emoção, quase não consegui falar!!! ahahahaha
Mas deu tudo certo e foi tudo muito, muito lindo.
Eu estava tão orgulhosa que não cabia em mim. O Ricardo se arrumou todo, trocou cordas do violão dele (ele tocou na peça)...foi um prumo só.
Após a apresentação, teve a confraternização na classe do João. Aí ele "se achou".
Estávamos nós (eu e o Ricardo), meu pais, meu irmão, minha cunhada, o irmão do Ricardo, a namorada dele, a irmã do Ricardo e o pai dele. O joão ficou em extase: parecia que ele estava recebendo a gente, sabe? Incrível como uma criança expressa sua satisfação.
Ele não parou 1 segundo sequer. Queria que todos comessem e pegava coisas da mesa para servir a todos nós. Um barato. Fora o quanto ele abraçava as colegas de classe dele...
Na hora em que as mães da sala homenagearam a professora Nicole, o João, no instinto dele, correu e deu um abraço nas canelas da Nicole (porque é onde ele alcança, né?). Parece até que ele entendeu o recado...rsrsrsrs
Enfim, foi uma experiência ótima. Adorei fazer parte de tudo isso e no que depender de mim, ele sempre terá a mamãe ao lado em todos os momentos da vida.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

João Ricardo é número 5!!!



Prepare-se: se você acaba de chegar em casa com um bebê 5 terá que ser rápido e estar muito alerta. Comece agora enquanto ele ainda tem os limites do berço para segurá-lo. Já já ele estará andando e falando por aí. Prepare-se para acompanhá-lo.

O que você deve pensar primeiro é onde vai levar este bebe para passear pois estar confinado a um espaço reduzido pode ser cruel para um pequeno 5, já que sua natureza o impulsiona a buscar, explorar, a aprender.
Para este pequeno, fazer várias coisas ao mesmo tempo é natural e não vai adiantar exigir que ele imite outras pessoas mais quietas, pois esse é seu estado normal de atividade.

Talvez, para o seu próprio bem, seja necessário ensinar-lhe a diminuir um pouco a velocidade, porém é impossível mudar sua natureza básica sem frustrar suas inclinações naturais.
Sua saúde está submetida a um grande desgaste nervoso. Alimentos e bebidas excitantes, com cafeína por exemplo, devem ser evitados pois aumentam mais essa agitação. Chás que tranqüilizam podem ser uma boa opção antes de dormir.

É comum que em sua etapa infantil ou na pré-adolescência sofra fraturas ou luxações pois gostam de se arriscar nos esportes radicais. É grande aventureiro.

Terá dificuldade em se organizar e dificilmente se lembrará onde deixou os deveres de casa, se é que se lembrou de fazê-los. E não porque não seja capaz pois inteligência e capacidade têm de sobra. é que provavelmente esteja ocupado com alguma de suas criativas e incompreensíveis idéias, e se aborreça ao ter que fazer a rotina diária. É muito útil que você ensine a ele a importância de colocar os pensamentos em ordem, ou toda a sua maravilhosa inteligência poderá ser desperdiçada. Ele deve aprender que não basta saber as coisas, também é necessário relacioná-las de forma útil com o que aprendeu anteriormente. Que seja lembrado a terminar aquilo que começou pois, às vezes, tem interesse exagerado por algum tema, e em pouco tempo se aborrece se já aprendeu o que queria.

O mesmo pode acontecer no seu relacionamento com as pessoas: pode se aproximar muito quando desperta seu entusiasmo e pode se distanciar de repente, quando não se sinta mais motivado. Gosta de experimentar de tudo, as novidades o atraem, as mudanças o motivam. Aborrece-se com a rotina e com o que implique numa repetição sistemática daquilo que já conhece.
O pequeno 5 pode ser capaz de fazer os deveres ao mesmo tempo em que assiste tv.
Ele pode ter dificuldades para ser pontual, pois a qualquer parte que vá sempre encontra algo novo que o atrai. È possível também que seja difícil para ele ouvir sem interromper, porque capta instantaneamente a idéias e não se interessa por ouvir os detalhes infindáveis de qualquer história.

Suas características mais marcantes são a curiosidade, a comunicação, o desejo de contato com outras pessoas e a necessidade de expansão. Quer movimento constante, é curioso mas sem se aprofundar. Às vezes busca algo impossível. A sua agitação faz com que se sinta atraído por várias coisas ao mesmo tempo. Os objetivos a longo prazo não o interessam, necessita conseguir resultados imediatos para continuar motivado.Com os amigos, é encantador. Às vezes dá a impressão de que conhece absolutamente todo mundo. Sempre está rodeado de gente. È capaz de fazer qualquer coisa pelos amigos, porém sem perder sua independência. Deve ser tratado com uma mistura de tolerância e disciplina porque é impetuoso e ansioso. A melhor atitude com eles é o diálogo, nunca a repressão.

Aproveite muito agora pois quando ele crescer você se lembrará com saudade de quantas vezes ele se colocou em risco, querendo ver o que tinha dentro de uma panela no fogão, tentando colocar algo na tomada e você dizia: Por que você não descansa um pouco, por que você se mete em todos os lugares?
Certamente esta curiosidade se transformará em algo útil para o seu futuro como adulto. Será livre sem ser irresponsável

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Ser ou não ser?

As vezes acabo presenciando cenas que me levam a pensar (e até falar. Com o Ricardo, claro - coitado -rs) em como algumas pessoas que não tem filhos falam dos filhos das outras com propriedade (como se entendessem bem do que falam). Ainda ontem confessei ao Ricardo: sabe, eu fazia isso. Antes de ser mãe eu não falava diretamente para a mãe ou o pai, mas pensava e falava para qualquer outra pessoa: ai, por que eles não fazem isso ou aquilo, por que não pegam assim ou assado...ahahahaha. Acontece que aquele velho ditado, pimenta nos outros é refresco, se encaixa direitinho aqui. Quando o bicho pega mesmo, não são estas pessoas cheias de opiniões, certezas (sim, claro, certezas) e idéias quem vão resolver "seus problemas" e sim, você mesmo. Sim, você, mãe ou pai ou os dois juntos. Mas é para o responsável que sobra. Sempre. Então, ora, quem sabe o que deve ser feito com a criança é o responsável por ela já que, se der errado, o responsável perceberá que agiu mal. E assim se educa. Não é só o adulto que educa a criança. A recíproca também é verdadeira. E muito. Nenhuma mulher (ou homem) nasce sabendo educar um filho. Nem pedagogo aprende isso. Pedagogo aprende a educar a criança dos outros, mas na hora de educar as próprias, acabam tendo os mesmo tropeços do que qualquer outro profissional que se dispõe a aventurar-se na vida com filhos. Isso se chama maternidade, paternidade, família...E só quem sabe o que é isso é quem tem isso. E ainda acho que nem todos homens e mulheres do mundo precisam disso para ser feliz. Tem gente que é muito feliz sem filhos e ponto. Ah! E seriam mais felizes se parassem de se preocupar com o problema dos outros e fossem fazer algo que julgam melhor (ou mais interessante). Para escolhermos termos ou não filhos devemos pensar que assim como ser mãe (ou pai) é para sempre, o NÃO ser (mãe ou pai) também é para sempre. E se optamos pela sefunda opção, temos que arcar com as responsabilidades (e pressões) que a dicisão envolve.
Encontrei um texto da jornalista Martha Medeiros que fala disso bem.
"Semana passada me telefonaram de um jornal para pedir um depoimento sobre mulheres que decidiram não ter filhos. Queriam um testemunho curto e rápido. Sobre um tema tão intenso? Fui curta e rápida, mas agora vou me estender. Tenho duas filhas planejadas e amadas, que nunca me provocaram um segundo sequer de arrependimento. Mas nunca fui obcecada pela maternidade. Acredito que qualquer mulher pode ser feliz sem ser mãe. Existem diversas outras vias para distribuirmos nosso afeto, diversos outros interesses que preenchem uma vida: amigos, trabalho, paixões, viagens, literatura, música - até solidão, se me permitem a heresia. Conheço mulheres que se sentem íntegras e felizes sem ter tido filhos, e mulheres rabugentas que tiveram não sei por quê, já que só reclamam. Há de tudo nesta vida. Mas tenho pensado nesta questão porque, dia desses, uma amiga inteligente, realizada e linda completou 50 anos e se revelou meio abatida por certos questionamentos que chegaram com a idade - uma idade que está longe de ser das trevas, mas que é emblemática, não se pode negar. Ela nunca quis ter filhos. Escolha não, impossibilidade. Tem uma vida de sonho, mas ela anda se perguntando: não tive filhos, será que fiz bem? Ninguém tem a resposta. Mas é fácil compreender o dilema. Quando entramos nos 30, o relógio biológico exige uma decisão: ter ou não? Algumas resolvem: não. Criança dá trabalho, criança demanda muita atenção, criança é dependente, criança interfere no relacionamento do casal, criança dá despesa, criança é pra sempre. Tudo verdade, a não ser por um detalhe: crianças crescem. Crianças se transformam em adultos companheiros, crianças são quase sempre nossa versão melhorada, crianças herdarão não apenas nossos anéis, mas nossos genes, nosso jeito, nossa história, e isso é explosivo, intenso, diabólico, fenomenal. Aos 30, só pensamos na perda da liberdade, mas, aos 50, conseguimos finalmente entender que a maternidade é muito mais do que abnegação, é uma aposta no futuro. Depois dos anos palpitantes e frenéticos da juventude, chega uma hora em que deixamos de pensar apenas no lado prático da vida para valorizar as conquistas emocionais, que são as que verdadeiramente nos identificam. Não estou fazendo apologia da maternidade, sigo acreditando que todas as escolhas são legítimas. Mas optar por não ter filhos não é algo trivial. É uma experiência profunda de que abriremos mão de vivenciar. É uma emoção que transferiremos para sobrinhos sem jamais saber como seria se eles fossem gerados por nós - ou adotados, o que dá no mesmo. Vale a pena desprezar este investimento de amor? Um investimento que, diga-se, é uma pedreira muitas vezes, não é nenhum mar de rosas! Nessas horas é que faz falta uma bola de cristal. O problema é se a dúvida vier nos atazanar mais adiante. A gente nunca sabe como teria sido se... É por isso que, neste caso, compensa queimar bastante os neurônios antes de decidir. Não dá para pensar no assunto levando-se em conta apenas o momento que se está passando, mas o contexto geral de uma vida. Porque não ser mãe também é para sempre."
(texto de Martha Medeiros, publicado no jornal o globo de 08/maio de 2005)

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Faz parte


Então, é triste mas é verdade: as doenças fazem parte das nossas vidas. E por mais zelosa que eu seja, não dá para livrar João Ricardo de tudo de ruim nesta vida.
Com um quadro clínico de mais de 1 mês de tosses e mais tosses que iam e vinham, dei um basta e coloquei o pediatra na parede: não vou mais dar remédio para ele se não dscobrir o que ele tem. Não é possível e tal...Enfim, raio-x, tomografia, exames mil: bronquite alérgica, sinusite, laringite e faringite. Esse era o quadro. Antibiótico, anti-inflamatório, xarope e rinosoro para sair da crise.
Tomei outra atitude: homeopata já!
Levei. O cara é um velho meio doido, mas disse que vai tratar somente a bronquite do João que é para eu continuar levando ao pediatra dele. Isso foi um alívio para mim porque não quero adotar a consuta homeopada somente, mas sim fazer só o tratamento mesmo.
Hoje, João toma 2 fórmulas de gotinhas de 3 em 3 horas, um xarope 4 vezes ao dia, 4 bolinhas 3 vezes ao dia, 2 gotinhas em cada narina 3 vezes ao dia de uma quarta fórmula.
Além disso, fórmula também para a limpeza do quarto e dos brinquedos dele. Tudo para matar o ácaro maldito que agrava o quadro dele.
Outra novidade: natação. Tanto o pediatra quanto o homeopata recomendaram.
João gostou muito de ter voltado a nadar. E eu, agora, tenho compromissos todas as segundas e quartas (dias da natação). Meu compromisso se chama "felicidade do João Ricardo".

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O motivo é: João Ricardo


A última sexta-feira foi um dia de divisor de águas na minha vida. Sim, na minha vida de jornalista, profissional, mulher...
Vamos contar a história do início.
No dia 01/08 João Ricardo começou na escola. O matriculamos no Jardim Colibri, com sistema pedagógico Waldorf. Ele está na "classe" de 0 a 3 anos. Foi uma semana de adaptação feita pelo Ricardo. Segunda, terça, quarta, quinta...ele "abriu o bico" e disse: acho que o João não precisa passar por isso, vai dar errado, ele chora muito, eu fico com dó e tal. Na sexta, eu fui levá-lo e a professora pediu para que eu ficasse já que na quinta ele passou uma manhã bastante nervoso e agitado, chorando. Liguei para o meu chefe, mandei SMS para os colegas do trabalho e fiquei lá: de joelhos na mini-classe meio que escondida para ninguém me notar lá. Como se adiantasse...João não desgrudou. Quando se soltava durava alguns segundos, voltava para minha direção. E assim foi. Vi que ele ainda não estava achando super legal a escola mas vi também que a primeira reação das crianças é esta mesmo e é só os pais virarem as costas, eles se soltam e caem na folia.
Voltamos para casa decididos que a escola era sim uma ótima para o João.
Desde então, o levei pela manhã e o Ricardo o busca as 12h, hora da saída dele. De manhã nós temos nosso ritual: o acordo (depois de uns 40 minutos que eu já acordei - tomo banho, me arrumo e tal) conversando com ele: Joããããão...bom dia...gatããããão, gostosooooo, preguiçaaaa, acorda...
Ele vai espriguiçando e levanta sonolento com um sorrisinho cerrado nos lábios que me mata de vontade de agarrá-lo bem forte. Me mostra o Naninha dele (o tal objeto de transição eleito. Ele não o larga. O que aparece na mão dele nesta foto por acaso) e continua com o sorrisinho lindo que eu amo.
O pego, dou bom dia, abraço, beijo, converso, pergunto como ele dormiu (ele não responde nada, claro, mal fala ainda) e eu fico achando tudo aquilo o máximo...
O troco, monto a bolsa que ele leva para a escola e finalmente descemos para tomar a mamadeira. Ele "me ajuda" a preparar o leitinho e toma tudo. Saímos e ele mesmo se guia até o carro e fica parado na porta certinha dele entrar (onde tem a caderinha dele). Coisa mais linda...
Vamos andando (de carro) uns 15 minutos até a escola e vou conversando com ele como se estivesse falando com um adulto! Ele me olha pelo retrovisor com um ar de: eu sei para onde vc está me levando...Não adianta me enganar...
O deixo na sala, o coloco as pantufas e dou tchau. Desde quarta passada ele não chora mais. Já fica sozinho e feliz. Volta animado e super cansado de tanta farra.
Na quarta-feira passada, recebi a notícia aqui no meu trabalho que iria para a equipe de reportagem da emissora. Notícia que eu comemoraria há uns 3 anos, mas hoje, fiquei confusa, indecisa, com medo...enfim, a sensação não foi muito boa. Na sexta-feira finalmente ataquei de repórter. A noite anterior foi péssima. Não consegui ficar com o João. Só chorava. Pensei em nem ir ao trabalho mas a responsabilidade não me deixou.
Dormi mal, acordei mal e não tive um dia bom. A matéria era bacana, boa marcações e tudo mais, mas eu não estava bem. Só pensava no João, na escola, no ritual de todas as manhãs, no sorrisinho cerrado de bom dia...e eu com aquela responsa de fechar uma matéria, escrever texto, decorar passagem...enfim, nunca na minha vida uma manhã demorou taaaaaaanto para passar. Voltei para a redação triste e todos me perguntavam: tudo bem? Deu certo? E eu respondia que sim, mas que não iria ficar na reportagem.
Todos os colegas tentaram me fazer resistir a idéia, mas a ariana aqui já tinha decidido tudo. Fui conversar com o chefe e caí no choro. Pedi desculpas, claro, mas expliquei que não queria continuar por motivos pessoais que não conseguiria ter tão pouco tempo por dia com meu filho. Ele super entendeu e inverteu toda a redação para eu retornar a minha função e continuar no meu horário que consigo levar o João na escola.
Fechei a matéria, gravei e fui embora. Passei na massagem e ao invés da drenagem linfática falei que queria 1 hora e meia de massagem relaxante. Chorei novamente. A massagista não entendia nada. Me perguntava se estava tudo bem. E eu respondia positivamente.
Fui para casa. Eu abracei João chorando. Um drama sem fim.
Ele me olhava sem entender nada, tadinho. Eu estava cansada, sem dormir e chateada.
Daí me perguntam: por que tudo isso se vc conseguiu o que queria?
Porque eu abdiquei de um sonho pela maternidade.
Não que eu fiquei triste, mas fiquei sentida.
Era a oportunidade certa na hora errada.
Agora é a hora de eu suprir minha vontade de ser mãe, de eu dar todo o amor que tenho para o João e de eu ser feliz em fazer um ritual lindo (pelo ao menos para mim) logo cedo, enquanto muita gente dorme.
A hora de ser repórter de televisão passou, agora a hora de ser mãe, como eu sempre quis ser.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Meu Pequeno Príncipe

A Letícia Alencar postou as fotos e as descrições daquele dia tão especial para nós papais, quanto para nosso João Ricardo.

http://www.leticiaalencar.com.br/2011/06/o-pequeno-principe-joao-ricardo.html

quinta-feira, 9 de junho de 2011

29 de maio de 2011


Foi um dos dias mais apreenssivos da minha vida. Começou na noite ainda do dia 28. Era um sábado, fez um dia de chuva e um friozinho preguiçoso. Apesar de a noite ser super convidativa para um fondue com vinho e filminho no blue ray, eu estava a mil por hora. O culpado? A-N-S-I-E-D-A-D-E. Por que? A tão sonhada, esperada, querida festinha de 1 ano seria no domingo, 29. Conclusão: não dormi e não comi (só vários chocolates depois das 0h junto com alguns Marlboro Lights e umas taças de vinho). Quis assistir ao filme da retrospectiva de fotos umas 6 vezes e pior: queria que todos vissem comigo...(ariano é fogo)! Bom, o dia amanheceu, a correria foi grande. Minha mãe e meu pai dormiram em casa e nos ajudaram super com tudo no domingo de manhã. Ricardo foi para o local umas 10h30 e eu cheguei as 12h15 com os vovôs e o aniversariante. Dignamente vestido com os trajes do personagem de Antoine de Saint-Exupéry, o Pequeno Príncipe. Ele chegou analisando tudo com olhos arregalados e brilhantes. Um sorrizinho maroto se soltava do lado direito da doce boca do João. Depois de uma soneca revigorante. JR "despertou" para o seu reinado. Sim, ele gostou. Gostou das bexigas voando (graças ao gás Hélio), do colorido da decoração (Letícia Alencar Comemorações Únicas), da expectativa positiva dos garçons e garçonetes (Restaurante Gutê) e melhor: da emoção dos papais. Se chorei? Não. Choramos. Os dois. Choramos acho que pelo dever cumprido, pela exaustão, pelos perrengues passados no último ano, pela alegria e, principalmente, pelo amor. O amor que sentimos um pelo outro e o amor que juntos sentimos pelo João. Uma coisa tão imensa que não dá para definir. Só de pensar nisso, já me emociona. Sabe quanto é um trilhão vezes infinito (8 anos - Adriana Partimpim)? É desse tamanho.
O domingo foi ótimo, o sol durou por todo o dia, as crianças amaram, a família veio, Dona Margarida (mãe do Ricardo) estava fora do hospital (e na festa, claro), a Bisa veio de Atibaia (a outra bisa não veio de Santos, mas tudo bem), os recreadores deram conta dos pequenos, a comida estava ótima, o astral lá em cima e todos foram muito felizes durante o "reinado" do Pequeno Príncipe.
O reinado durou umas 5 horas. A intenção era mostrar aos adultos (maioria absoluta na festa, claro) que a história infantil do Pequeno Príncipe é, na verdade, um livro que deveríamos carregar debaixo do braço pelo resto de nossas vidas. Deveríamos reler a obra a cada tropeço, a cada etapa, a cada novidade e a cada decepção que passamos. Nos momentos felizes então ele é imprescindivelmente ótimo.
Não sei se os adultos perceberam isso no dia, mas acredito que ao menos algum deve ter se tocado desta mensagem que tantamos passar.
Daqui uns anos, quando JR crescer e ler este blog, gostaria que ele soubesse o quanto esta história é rica e importante para os valores de um ser humano de verdade.
No que depender de mim, mãe dele, ensinarei e mostrarei por todos os anos da vida dele estes valores.
O livro dele? Tenho um do tamanho tradicional e um na versão pocket. Os dois fechados e lacrados para (daqui uns 3 ou 4 anos) JR abrir e descobrir o quão bom é ser Príncipe por um dia.
PS. Eu amei ser a "mãe do príncipe, esposa do pai do príncipe"...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

1 ano


07h20 João "chama". Mamãe dorme, mas acorda rapidamente já com um sorriso no rosto mesmo ouvindo a babá eletrônica estridente com os gritinhos da criança. Mamãe abre a porta do quarto do João: sou recebida com um sorriso em meio a luz fraca da tomadinha incandescente...Comecei a cantar um parabéns pra vc e ele faz o 1 com o dedidnho indicador da mão direita...
Lendo isso, me fale: ele entende ou não? Pois é, durante este último ano da minha vida descobri que as crianças aprendem muito mais rápido do que os adultos. O João ainda não fala muita coisa, mas me entende em tudo, inclusive no festejar do aniversário dele hoje logo cedo.
Enquanto trocava a fraldinha dele, papai também acordou e entrou no quarto feliz da vida cantarolando o parabéns pra vc. João retribuiu com sorriso e palminhas.
Nos abraçamos os 3, rimos e dividimos nossa alegria.
Aproveito para registrar neste bolg (que o João lerá um dia na vida) o quão intenso e importante foi este último ano para mim.
Meu sonho se tornou real e a maternidade chegou para mim. Apesar de todos os perrengues nos primeiros meses de um recém nascidos (e o João teve vários), digo que vale a pena. Muito.
Não entendia ocmo as mães se esqueciam destas situações que provocam um estresse gigantesco na gente, mas agora as entendo: me peguei separando umas fotos para uma retrospectiva no aniversário do João e vi coisas que não me lembrava: pontos de acupuntura para uma tendinite absurda que me deu quando o João tinha 2 meses, arrebentada por não conseguir andar devido a hérnea de disco que me apareceu nos 4 meses dele, fora o cansaço, a falta do sono, as preocupações e as brigas com o Ricardo. Sim, claro, como qualquer casal mortal da face da terra, discutimos muito, (mas muito mesmo) neste primeiro ano do João. Os dois preocupados, estressados, com rotinas completamente alteradas e vida mexida. Isso não resulta em algo bom. Na primeira dificuldade, a gente explode mesmo. E como as dificuldades são inúmeras, as explosões parecem Guerra Mundial, sabe? Um horror...
Mas hoje, graças a Deus, estamos mais felizes do que nunca.
Este post é para deixar registrada a minha felicidade. Um sentimento tão bom, tão prazeroso que passei meia hora de ontem a noite agradecendo a Deus e a Nossa Senhora por me permetirem ser mãe.
Agora, quero agradecer ao Ricardo que me deu este lindo presente. Tudo o que eu quero agora (além de ter outro filho) é que João Ricardo siga o exemplo do pai e seja um homem digno, honesto, bom caráter, carinhoso e amável como o pai dele é.
Amo vcs, meus homens!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Dia das Mães

O Bog Potencial Gestante é genial.
A Luiza, dona do blog, postou uma mensagem linda de dia das mães e eu gostei tanto que vou replicar aqui.
Não me lembro de ter visto este vídeo no ano passado na TV, mas se eu visse, teria chorado. Muito.
Primeiro porque estava com 8 meses de gravidez. Tipo manteiga derretida, sabe?
Segundo porque eu quis muito, muito, muito, ser mãe. Sempre senti que esta era minha missão aqui nesta vida.
Sonhei com uma família (exatamente com a que eu tenho), mas sonhei mais ainda em ser mãe.
Sei bem o quanto esta espera pelo resultado REAGENTE é aflitiva tanto que quando eu consegui o meu, todo o Pronto Atendimento do Hospital 9 de Julho aqui em São Paulo soube e, diante de tamanha felicidade, nos aplaudiram, eu e o Ricardo: ambos com um sorriso gigante colado no rosto.
Para a mulher que sonha com isso meu conselho é, não desista e vá atrás porque realmente não há conquista alguma nesta vida que s iguala a da maternidade.
É mágico.
Assistam!!

http://youtu.be/83T-D1j_Drk

sábado, 14 de maio de 2011

Beijo e abraço

O Mickey de pelúcia que eu trouxe do Free Shop de Buenos Aires é o grande felizardo dos primeiros carinhos de João Ricardo!!!
Ele o beija no nariz (encosta a boca aberta) e o abraça (meio desajeitado).
Depois a mamãe pede beijinho e ele balança a cabeça fazendo não.
Pode?
Só porque eu fico agarrando e beijando ele o dia inteiro? hehe

Progresso

João Ricardo arriscou uns passinhos ontem a noite.
Mas para isso tem todo um esquema criado por ele mesmo:
Engatinha até um cantinho escondido do sofa;
Daí eu falo: fica em pé, João, fica em pé...
Aí aparece a cabeçinha já rindo;
Vou me aproximando dele o chamando para vir em minha direção e estendendo minha mão esquerda para auxiliar a direita dele.
Aí rola uns 3 passinhos meio "bebados" e depois ele se joga no chão e todos nós caímos na gargalhada.
Delíciaaaaaaaa!!!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

'Mamaço' reúne 50 mães na Avenida Paulista


Um ''mamaço'' reuniu cerca de 50 mães ontem no Instituto Itaú Cultural da Avenida Paulista. O protesto ocorreu após, no fim de março, a dona de casa Marina Barão ter sido impedida de amamentar o filho por uma educadora do instituto que acompanhava crianças em uma mostra do artista plástico Leonílson.
"Meu filho estava chorando, tirei o peito para dar leite e ela me pediu gentilmente para sair dali. Disse que eu poderia amamentar na sala do bombeiro, mas estava fechada. Então, fiquei na escada", conta. O caso foi parar na internet, onde se espalhou rapidamente e virou manifesto (pacífico). Cerca de 50 mães estiveram no ato, seguido de performance.
O diretor do instituto, Eduardo Saron, explicou que houve ruído na comunicação. "Uma regra museológica estabelece que não é permitido comer no espaço da exposição. Faz parte dos cuidados para preservação das obras. A educadora não teve culpa, simplesmente entendeu que amamentar também é alimentar."
Depois de dizer que seu filho de oito meses não foi amamentado ("Minha mulher não teve leite"), Saron otimizou o ''mamaço''. Disse que o episódio serviu para ele rever a política de atendimento ao público, manifestou apoio ao evento e afirmou que está pensando em programação para esse público específico. "Vamos investir em contação de histórias e peças específicas para bebês."
Vários grupos de apoio à amamentação estavam representados. Como o Facebook retirou do ar uma foto em que Kalu Brum, do grupo Mamíferas, aparecia amamentando seu filho, algumas participantes do manifesto resolveram publicar imagens em que aparecem oferecendo o peito aos filhos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Antibióticos

Não era meu post mais esperado para ser digitado, mas, não sou hipócrita de dizer que "jamais imaginei isso...", mas João Ricardo está tomando, pela primeira vez, antibiótico. O diagnóstico é eritema multiforme. De acordo com o Wikipédia, trata-se de uma reação imunológica das mucosas e da pele. Essa reação pode estar associada ao herpes ou a uma possível reação alérgia a medicamentos e/ou alimentos. O paciente passa então a apresentar erupções nas mucosas e na pele, podendo apresentar também bolhas e ulcerações em alguns casos. O envolvimento bucal é comum, e caracterizado por uma erupção eritematosa vésiculo-bolhosa.
Pois JR está com várias feridinhas do seu delicado rostinho lindo e meigo. Ficou bem irritado: o pediatra me alertou que coça e arde muito. Coitado.
Bom, comprei o medicamento e dei sem culpa. Estou passando a pomada (que também é antibiótica) e os ferimentos estão amis secos.
João amanheceu melhor, mais animado, tomou suco, almoçou, dormiu nos horários de costume e, ao que parece, a vida dele voltou ao normal. Claro que a minha ainda não voltou, mas está voltando...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Batizado





Sim, ele foi batizado. Quase se jogou na pia batismal...tocou o terror na igreja...o padre ficou meio emburrado e o João riu a valer o tempo todo.
Foi uma delícia!!!

Primeiras palavras

Hoje, exatamente nesta terça-feira, 03 de maio, João Ricardo balbuciou sua primeira palavra consciente.
Ele olhava para o teto da cozinha e falava: usssss, usssss, ussss. Traduzindo: luz! Sim, o peuqneo falou luz olhando para a luz. Lua ele não fala, mas sabe que ela está lá em cima no céu: ele olha para o céu quando perguntamos onde está a lua...
Pa pa pa pa iiiiiiiiiiii ele soltou no fim de semana. Mas não olhou para o papai o chamando não, só soltou estas sílabas em uma troca de fraldas.
Agora ele chora quando eu vou embora. Se eu brincar, pegá-lo no colo e depois deixá-lo, ele chora.
Posso falar? Eu fico me achando...rsrsrsrs

sábado, 2 de abril de 2011

Fim da amamentação pode trazer angústia para mulheres

Esta fase foi uma das significativas para mim após o nascimento do João. No começo da amamentação, eu sofri com o leite empedrado, a dor nos seios, a inquietação e, principalmente, com o acúmulo de sono atrasado. Chorava muito e pensava: quando isso vai acabar? Cheguei a me sentir mal pelo fato estar "presa" a cada 2 horas do dia ao dar a mamada ao meu filho. Depois de lagumas sessões em terapia (e conforme o costume foi chegando como dormir pouco, fazer tudo que é para vc correndo para dar tempo de cuidar do bebê, passar um dia inteiro de pijama sem escovar os dentes e quando se dá por si são 23h...), eu entendi oq ue todas as mulheres me falavam: aproveite a fase de amamentação´pois vc sentirá falta. Realmente dá saudades. Muitas saudades. É um misto de sensações loucas (aliás "misto de sensações loucas" e quase um jargão para se referir a tudo que ocorre desde a gestação com uma mulher que engravida) como alívio, trsiteza, depressão, falta, culpa...E tudo realmente é sensível. Mas passa. Hoje (o João está com 10 meses) eu olho para ele e sinto orgulho de poder ter contribuido (de certa maneira) para o sistema imunológico que hoje o faz sentir tão bem, curtir a vida, brincar e ser feliz.
Abaixo segue uma matéria garimpada do Folha Equilíbrio sobre o assunto.

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Depois do corte do cordão umbilical, o desmame é a primeira separação significativa entre mãe e bebê. Algumas mulheres podem se sentir tristes ou culpadas.

Segundo a pediatra Elsa Regina Giugliani, do Ministério da Saúde, esses sentimentos de perda são mais comuns em mães que não estavam preparadas emocionalmente para o fim da amamentação. "Às vezes, as mulheres dizem que querem desmamar, mas, inconscientemente, não estão prontas."

Joel Rennó Jr., do Programa de Saúde Mental da Mulher do Instituto de Psiquiatria da USP, comenta que o luto é mais sentido em mulheres que veem a amamentação como um vínculo forte com a criança. "Sem essa ligação, elas se sentem desconectadas do filho", afirma.

Apesar de na medicina não existir um quadro de depressão pós-demame, Rennó Jr. diz que é preciso estar atento aos sintomas de tristeza profunda ou angústia constante. "Algumas mulheres se sentem culpadas porque o desmame é feito devido a situações de trabalho. O importante é não banalizar nem patologizar o processo."

Para que o fim do aleitamento ocorra sem traumas, o pediatra Luciano Borges, da Sociedade Brasileira de Pediatria, recomenda que seja gradual.

"Se tirar de uma vez, além de a criança se sentir abandonada, a mãe corre o risco de ter problemas como mastite [inflamação na mama causada por acúmulo de leite]."

Ele também aconselha que as mães amamentem por dois anos, quando as defesas do bebê ainda são precárias.

Ao descobrir que estava grávida do segundo filho, o primeiro pensamento da empresária Juliana Buccieri, 28, foi sobre como desmamaria o primogênito, de um ano e seis meses. "Ficava com receio de que ele se sentisse rejeitado ou achasse que eu não gostava mais dele."

A solução foi substituir gradualmente a mamada por mamadeira, três meses antes de tirar o peito definitivamente. "São necessários muita conversa e carinho."

Como tirar o peito do bebê

- Tenha paciência. O processo pode ser lento se a criança for muito pequena ou não estiver pronta.

- Planeje. Comece retirando uma mamada do dia a cada duas semanas, até ficar com só uma por dia.

- Evite atitudes que estimulem a criança a mamar, como se sentar na poltrona em que costumava amamentar.

- Prepare-se para mudanças físicas e emocionais que o desmame pode desencadear, como alteração do tamanho dos seios e de peso, além de sentimentos como alívio, tristeza e culpa.

Probióticos podem ajudar a aliviar cólica de bebês

A cólica é uma das condições mais comuns da infância: cerca de 20% de todos os bebês sofrem de rompantes inconsoláveis de choro que a caracterizam.

Porém, ninguém entende de fato o que gera a cólica de um bebê. Cientistas investigam várias causas --alergias, hormônios presentes no leite, até mesmo estress no útero. No entanto, alguns pesquisadores agora acreditam que a cólica pode vir de uma inflamação no intestino, talvez resultado da presença de muitas bactérias prejudiciais e poucas bactérias benéficas.

Um estudo de 2009, por exemplo, descobriu que bebês que sofriam de cólica tinham inflamação gastrointestinal e traços de uma bactéria em seus intestinos, o que podia ser a causa a dor. Os bebês sem cólica não tinham inflamação alguma, além de apresentarem uma maior diversidade de bactérias benéficas para o ser humano.

Assim, será que os níveis mais altos de bactérias "amigáveis" podem fazer a diferença? Num estudo de 2007, pesquisadores italianos analisaram essa teoria ao examinar 83 bebês com cólica que mamavam no peito. Em 28 dias, alguns dos bebês receberam simeticona, uma medicação que reduz a presença de gases.

Outros receberam um suplemento contendo L.reuteri, uma das bactérias benéficas conhecidas como probióticas, muitas vezes encontradas no iogurte.

No final do estudo, os bebês que receberam o suplemento probiótico choraram em média 51 minutos por dia, em comparação a cerca de 2 horas e meia para o outro grupo de bebês. Um estudo realizado em 2010 produziu resultados semelhantes.

"As mudanças da flora intestinal induzidas pelo probiótico podem ser um fator para a melhoria clínica observada", escreveram os pesquisadores. Mesmo assim, especialistas afirmam desejar mais estudos.

Conclusão: existem evidências de que probióticos podem ajudar a aliviar a cólica.

SE EU SOUBESSE DISSO HÁ UNS 9 MESES....

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Como você se torna mãe


Texto extraído da Revista Crescer de Janeiro de 2011

Tudo começa a ser aprendido já na gravidez e segue com aulas intensivas, 24 horas por dia, para o resto da vida depois que seu filho nasce

Final da quarta temporada de Sex and the City. Na penúltima cena, Carrie chega ao hospital para visitar Miranda, que acabara de dar à luz. Na maternidade, ela segura o bebê e sua voz diz ao fundo. “E assim a vida chega e as coisas começam a mudar”. Então ela devolve o bebê Brady aos braços da mãe, que fala: “É esquisito. É como se, de repente, tivessem colocado uma girafa nesse quarto”.

A frase traduz o sentimento de Miranda. Ela acaba de ser contratada oficialmente para um cargo que não faz ideia de como exercer, o de mãe. Mesmo assim, sente que aquilo é muito grande, muito importante e vai ocupar um espaço tremendo da sua vida. Como uma girafa que mal cabe dentro de um ambiente fechado.

Por mais esperado que seja um bebê, é quase certeza que você e toda mãe se pegaram – ou se pegarão – pensando como Miranda: “E o que eu faço agora?” Ao longo do resto da vida essa mesma pergunta se repetirá milhares de vezes, nem sempre com resposta. O questionamento faz parte da maternidade, uma coisa tão dinâmica quanto viver em si, que muda constantemente e com a qual você aprende a lidar dia após dia.

Não é à toa que o tema fascina e intriga um monte de cientistas, que pesquisam as mulheres e seus filhos para tentar entender – e explicar – como elas se tornam mães. E motiva um outro tanto de mães que tentam entender a si próprias e compartilham suas ideias em inúmeros livros, blogs e afins. O grupo da ciência descobriu recentemente que o nosso próprio corpo é o primeiro a dar uma força para que as mulheres consigam lidar com as novas tarefas da maternidade. Ainda que você não tenha “sintomas”, o seu cérebro (pasme!) cresce logo depois que o bebê nasce. Nada a ver com tamanho. O que ocorre é um aumento nas ramificações dos neurônios que agiliza o processamento das informações.

Isso quer dizer que, cada vez que você se preocupa com o bem-estar do seu filho (como na hora do banho), essas novas conexões do seu cérebro se fortalecem. Quem conseguiu traduzir essa transformação cerebral foi um grupo de pesquisadores norte-americanos do National Institute of Mental Health, liderados pela neurocientista Pilyoung Kim, mãe de um bebê de 5 meses e meio e, por isso, conhecedora dessa ciência na prática. Eles compararam os cérebros de 19 mulheres no período de até quatro meses depois do parto e registraram alterações em áreas ligadas à motivação, estímulos sensoriais e raciocínio – e tudo ocorre por causa de hormônios, como a ocitocina, a prolactina e o estrógeno. “Para mim foi interessante, pois descobri o que acontecia comigo mesma, quando deixava de fazer minhas coisas para cuidar do meu filho”, disse Pilyoung à CRESCER.


O QUE VOCÊ GANHA COM A MATERNIDADE

- Passa a apresentar mais empatia pelo próximo, por ter mais facilidade em se colocar no lugar do outro do que antes. Assim, pode ficar mais preparada para lidar e gerir pessoas em outras situações.

- Todos os dias seu filho a coloca em situações inusitadas. Além de aprender a lidar com imprevistos, você passa a perceber que há coisas que fogem de seu controle. Até a capacidade de adaptação ganha com isso.

- Você vai se tornar multitarefa. Portanto, aproveite sua habilidade em fazer várias coisas ao mesmo tempo, mas tome cuidado para não se sobrecarregar e ficar com a sensação de não ter feito nada direito.

Instinto materno?
Se, por um lado, saber que seu cérebro muda concretamente é curioso e fascinante, claro que não é só de mais sinapses (a comunicação entre os neurônios) que se faz uma mãe. O lado psicológico também se modifica bastante durante a gravidez e os primeiros meses após o parto em prol da maternidade. “A mulher tem uma regressão psicológica para se sentir novamente um pouco bebê, lembrar de experiências, identificar-se com o novo ser. Por isso ela fica mais carente, sensível e insegura”, explica a psicóloga Carmen de Alcântara Oliveira.

A sociedade e a cultura encarregam-se de sua parte: a menina aprende desde cedo a cuidar do outro. Brincar de casinha, como explica a psicanalista infantil Anne Lise Scappaticci (SP), é um exercício imaginativo da criança, um “treino” para o futuro. “Ela repete com a boneca os exemplos que vê em casa. Durante a brincadeira, reverte a perspectiva, ou seja, não é a filha que tem que obedecer, mas quem dá as regras”, diz. Sem perceber, a menina já adquiriu parte do conhecimento da maternidade. A essa altura você já deve estar se perguntando sobre onde entra, então, o instinto materno.

Bem, essa coisa de instinto é polêmica. Mesmo aparecendo no discurso de dez entre dez mães, esse “sentimento” já mobilizou a dedicação de diferentes especialistas, de antropólogos a filósofos, como a francesa Simone de Beauvoir, que há mais de 30 anos questionou o instinto materno. Seguidora de suas ideias, a socióloga francesa Elisabeth Badinter procurou respostas sobre o tema ao escrever Um Amor Conquistado – O Mito do Amor Materno (Ed. Nova Fronteira). Para ela, a figura da mãe é construída na convivência com o bebê. Para outros especialistas, como a antropóloga Mirian Goldenberg (RJ), não é que ele inexista: “Ocorre que questões culturais costumam ser mais determinantes e podem, por vezes, anular o que seria instintivo. Na China, por exemplo, algumas mães cuidam melhor dos filhos homens porque eles são mais importantes para o sustento da família”.

Isso não quer dizer que você tenha só que seguir a razão, o senso comum ou mesmo as estatísticas, e ignorar o que sente. Rosimeire Rossi, 46 anos, mãe de Maria Fernanda, 21, percebeu um carocinho na cabeça da filha quando a menina tinha 8 anos. Achou que algo estava errado, mas não era o que os médicos diziam. Só depois do oitavo especialista conseguiu com que o caroço fosse retirado e analisado. “Minha família achava que eu estava neurótica, ou que não tinha o que fazer por ficar procurando alguma coisa.” Dez dias após a cirurgia, ela levou a filha para tirar os pontos e descobriu que o tal carocinho era um tumor maligno, um tipo de câncer raro e muito agressivo. Hoje, Maria Fernanda está curada.

Mas será que isso tem mesmo a ver com o instinto ou essa ligação toda de Rosimeire com a filha teria sido construída ao longo de todo o tempo – oito anos mais nove meses na barriga – que já haviam passado juntas? E que isso poderia ocorrer também com uma mãe adotiva, um pai, duas amigas muito ligadas ou pessoas que se amam e se conhecem há muito tempo? Para muitos especialistas, o nome desse sentimento, que não é exclusivo entre mãe e filho, é intuição. “É um tipo de conhecimento como qualquer outro. Ele tem fundo afetivo, vem em decorrência do instinto, do inconsciente e não tem nada de sobrenatural”, afirma a psicóloga Virgínia Marchini (SP), especialista no tema que ministra cursos e palestras para que até empresas saibam usar a intuição no ambiente de trabalho. Esse conhecimento, sabemos, a mãe adquire com a convivência, criando vínculos, participando da vida do filho, prestando atenção em como ele é.

Independentemente do nome que se dê para esse sentimento, as mães têm liberdade absoluta para o usarem com seus filhos. Para isso, de acordo com Virgínia, é preciso que a mulher conheça a si mesma, aprenda a se ouvir. Assim, ela vai saber discernir o que é intuição do que é medo e do que é desejo.

SEU CÉREBRO EM TRANSFORMAÇÃO

Quando o bebê nasce, a cabeça da mulher também muda. O cérebro passa por transformações iniciadas pelas liberações de hormônios no parto e na amamentação. As áreas ligadas à motivação, aos estímulos sensoriais e ao raciocínio ficam mais ativas, ajudando nas tarefas do dia a dia.

Sempre na mira
Conhecer-se é importante também para não ficar perdida no meio de tantas opiniões e conselhos. Quando você se torna mãe, acaba tendo não só a si própria, mas o resto do mundo prestando atenção no que faz. Como se você entrasse numa espécie de GPS alheio. “Eu me sinto julgada o tempo todo. Esses dias, fui a um festival de jazz com meu filho e meu marido. Quando começou a escurecer fui embora e tive de ouvir duas moças que eu nem conhecia me chamarem de irresponsável por levar uma criança lá. Só por que tenho filho e tem um festival à tarde, eu não posso ir?”, conta Andréia de Oliveira Brevitali, mãe de Luigi, 2 anos.

Seja qual for a situação, você não sabendo o que fazer, ou, como Andréia, já tendo tomado uma decisão, vai haver sempre quem pense diferente e expresse seus palpites. Sua mãe diz uma coisa, sua sogra, outra, seu pediatra não concorda com nenhuma das duas. Amigas, parentes e até quem você nunca viu tem alguma “dica” sobre a educação, a saúde e tudo que envolva crianças, mesmo se não tiver filhos. E fale a verdade: você pode até não verbalizar, mas também está sempre avaliando outras mães.

Em um trecho do bem-humorado livro Eu Era uma Ótima Mãe até Ter Filhos (Ed. Sextante), as norte-americanas Trisha Ashworth e Amy Nobile reproduzem um depoimento sincero de uma das mais de 100 mães que entrevistaram. “Uma das minhas amigas voltou a trabalhar logo depois de ter bebê. Pensei: ‘Ela poderia ter pelo menos aproveitado a licença-maternidade, é uma péssima mãe’. Eu a recriminei mas, na verdade, estava era com inveja.”

Esse monte de atenções voltadas para você somadas às suas próprias – e muitas vezes exageradas – expectativas para ser perfeita e ao peso natural do cotidiano podem ter um certo efeito explosivo. O estouro vai certamente ocorrer por alguma bobeirinha e ninguém à sua volta vai entender, muito menos seu marido e seus filhos. Como isso é normal e mesmo compreensível, o melhor a fazer é não esquentar demais a cabeça. Peça desculpas se gritou com alguém e veja o que dá para fazer para liberar seu estresse de outra maneira, antes de explodir. Das páginas do livro de Trisha e Amy vêm uma história engraçada, que pode até virar uma dica. “Às vezes deixo o leite acabar de propósito para ir ao supermercado sozinha mais tarde. Dirijo devagar, abaixo as janelas do carro e curto um pouquinho a solidão.” Confesse: você também já teve vontade de fazer isso, não?


CONEXÃO REAL E CONSTANTE

Seja por instinto, por intuição ou por conhecimento, os vínculos entre mãe e filho são mesmo dos mais fortes que podem existir. Essa ligação fica ainda mais concreta com o tempo e com o relacionamento entre os dois. E muda conforme vão surgindo os novos desafios da maternidade.

Mulher-Maravilha
Você pode ser mãe em tempo integral, trabalhar fora, pode ter babá, deixar na creche, pode ter ajuda da sua mãe ou morar longe da família. Mas se vive no século atual, compartilha com todas as mulheres que têm filhos uma sensação constante de culpa. Por trabalhar mais do que acha que deveria, por se preocupar com coisas “menores” como ficar em forma, por não ter certeza se escolheu a melhor escola, por não gostar de cozinhar, por não poder viajar nas próximas férias, por ter parado de amamentar cedo ou por descobrir que sua filha adolescente tem o pé feio como o seu – por que foi o seu gene ruim que ficou e não o do pai, que tem os pés lindos?

Aí aparece na internet aquela famosa, linda, poucos meses depois do bebê nascer, que cuida do filho e ainda namora. E você se sente frustrada e culpada. A realidade é que essas mulheres têm ajuda de babás, mesmo que isso não seja noticiado. E a beleza é parte do trabalho delas, mas não do seu.

Dito isso, falta saber por que a culpa não deixa você em paz. De acordo com a antropóloga Mirian, isso apareceu no meio do século passado, quando os modelos de maternidade começaram a ser questionados e a relação entre filhos e pais mudou. “Antes a convivência se baseava na autoridade paterna e materna e no efeito imediato das coisas. Com a evolução da psicologia e da psicanálise, passou-se a avaliar o quanto cada ação poderia refletir para o resto a vida de uma criança. Isso é bom por gerar muito mais reflexão, mas traz junto a culpa.”

Ana Priscila de Oliveira, mãe de Lara, 3 anos, mora longe da mãe e da sogra e lembra como se sentiu em uma das primeiras noites em casa com sua filha, culpada por não conseguir resolver um problema do dia a dia: “Uma noite ela chorou tanto de cólica eu não sabia mais o que fazer. Então meu marido acordou e pegou ela do meu colo. Eu nunca vi algo mais extraordinário, ela parou de chorar instantaneamente e dormiu. Em seguida deitei na cama e chorei o resto da noite achando que ela não gostava de mim”.

Na visão da psicóloga Carmen a culpa materna é fruto da sociedade ocidental e da cobrança da mulher em ser perfeita. “Não adianta a mãe estar em casa com a cabeça em outro lugar. É preciso ter paciência com seus erros, eles fazem parte do aprendizado, e os filhos vão aprender a lidar com isso e com as frustrações.” Ela também lembra que há a tendência da mulher achar que só ela sabe fazer determinada tarefa e, assim, não permitir que o marido conviva, ajude de verdade. Isso acontece na sua casa? Pare, reflita e, se for o caso, tente mudar esse comportamento. A família toda, começando por você, vai agradecer.

Donald Winnicott, o mesmo psicanalista e pediatra inglês que, em 1956, definiu o termo “preocupação materna primária” (um período de intensa sensibilidade que permite à mãe identificar a hora certa de dar de mamar, o significado daquele choro e o jeito do bebê se expressar), coloca que a mãe suficientemente boa é aquela que pode garantir alimento, afeto e tranquilidade ao filho. Já a mãe perfeita... isso nem Winnicott nem nenhum outro especialista descreveu, mas deve ser porque ela não existe. E porque cada mãe cresce e se transforma a cada dia, junto com seus filhos. E eles podem ter 30 anos, mas você continuará sempre aprendendo a ser a mãe deles.

De volta ao episódio de Sex and the City, última cena. Após sair da maternidade, Carrie anda pelas ruas de Nova York com seus pensamentos. “Talvez nossos erros sejam o que faz nosso destino. Sem eles, como construiríamos nossas vidas? Se nós nunca saíssemos da linha, nunca teríamos filhos, ou nos apaixonaríamos, ou seríamos quem somos.” E Miranda, como todos que veem a série sabem, nunca tinha sonhado em ter filhos. Mas ela erra, se descabela, e se sai bem como mãe. Como a melhor mãe que ela pode ser para Brady.


A CULPA É DE QUEM?

Na cabeça da mulher que é mãe, não há dúvidas: em se tratando dos filhos, a culpa é sempre dela mesma. Esse sentimento está relacionado à cobrança que as próprias mulheres se impõem de ser perfeitas e de não querer que as crianças sofram nunca. Para os filhos, porém, a frustração também faz parte do aprendizado.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Crescendo

João Ricardo teve mais uma conquista recente: o primeiro dentinho!!!
Ainda não consegui fotografar (aliás mal consegui ver, só consegui sentí-lo): o menino não deixa!!

domingo, 30 de janeiro de 2011

8 meses de JR



Arroz, chuchu, cenoura, abóbora... Chegou a hora de incluir mais novos sabores no cardápio do seu filho e preparar a tão aguardada papinha salgada. Como os dentes do bebê ainda estão crescendo, a recomendação é esmagar bem cada porção. Mas não passe os alimentos no liquidificador. Afinal, ele também precisa treinar a mastigação.

Uma pitada de sal também pode ser incluída na receita. Um detalhe: o pequeno não está acostumado com esse tempero, então, use o mínimo possível.

As papinhas salgadas devem receber apenas uma pitada do tempero ao fim do preparo. Uma dica: se o alimento está “bom de sal” para o paladar de um adulto, certamente estará salgado demais para uma criança.

Também devem ser incluídos na receita os diferentes grupos de alimento, como vegetais, carboidratos e carne – dessa maneira, a criança receberá os principais nutrientes de que precisa para se desenvolver.

Elas podem ser inicialmente oferecidas uma vez ao dia, como uma espécie de almoço.

Além de saborosa, a versão salgada deve ser nutritiva. Inclua na receita diferentes grupos de alimentos.

Diversidade na papinha

Na preparação das papinhas salgadas, é importante levar em conta os diferentes grupos alimentares e os nutrientes que podem oferecer. P

rocure sempre incluir na preparação uma carne (inclusive miúdos), um carboidrato (arroz, batata, aveia ou massas, por exemplo) e um ou dois vegetais (como cenoura, chuchu e abóbora).

Recomenda-se ainda não utilizar a gordura no preparo para evitar a saturação do óleo, mas regar o prato da criança com azeite ou outro óleo vegetal, como o de milho. Lembre: gordura faz bem para os pequenos.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

7 meses


João Ricardo está com 7 meses

Nesta idade, ele já é capaz de se sentar sozinho. E ele senta. Senta e se diverte com todos os seus brinquedinho.

Para quem estava acostumado apenas com o berço e o colo, sentar-se no chão é a independência total para ele. Ele AMA sentar-se. Basta reclinar o carrinho e amarrá-lo com o cinto na posição sentada que o rapaz vibra com gritinhos e pulinhos.

Cercado de brinquedos, de diferentes tamanhos e cores, o pequeno se transformou em um grande explorador. Com a nova postura, também experimenta mil novos sons produzidos pela boca dele. São carros, beijos e outros sons indefiníveis aqui que ele faz até quando chora...é engraçado.

Sentar é apenas a primeira etapa de uma longa evolução. Daqui para a frente, JR pretende engatinhar. Com quatro apoios ele já fica, falta aprender o movimento da engatinhada. Ele chega lá que eu sei.

Agora, estou na expectati de ouvir MAMÃE ou PAPAI...