Muito prazer

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Comecei a vida em Santos e cresci educada de acordo com as tradicionais regras que, muitas vezes, envolvem o machismo brasileiro. Mudei. Fiz faculdade fora. Ganhei liberdade, responsabilidade e identidade. Hoje, com 32 anos, estou casada com um homem fabuloso e espero nosso primeiro filho. Um sonho de gente grande, mas que espero desde criança: o da maternidade. O assunto sempre me fascinou e hoje, me pego com o corpo começando a deformar e sintomas nada agradáveis. Sabe o bom da história? Dou risada de tudo! Da azia, das ânsias intermináveis, da fome colossal e do tanto de cremes de estrias que hoje povoam meu banheiro. Isso é somente a primeira fase. Tenho certeza que, depois desta gravidez, continuarei rindo de mim mesma por inúmeros motivos, inclusive por me pegar em diversas situações que jamais imaginei passar.

sábado, 24 de março de 2012

De repente a ficha caiu


O amor me arrebatou, levou ao sétimo céu e me trouxe de volta.
Estou perdidamente apaixonada: sou mãe e não tem mais volta!

Outro dia estava vendo um álbum de fotos da mãe de um amigo. Há um tempo ela teve câncer, fez quimioterapia e perdeu os cabelos. Uma das fotos me chamou atenção: ela, com os cabelos bem curtinhos, e uma de suas filhas, com os cabelos na altura do ombro. A legenda da foto: “quando perdi meus cabelos na quimio, ela cortou o cabelão comprido e me deu”. Continuei vendo as outras fotos. Passo por uma com a filha quando tinha o tal cabelão comprido. Aí vi o tanto que aquele cabelo era enorme e a filha foi, cortou e deu pra mãe.

Pronto.

A ficha caiu e eu chorei, chorei, chorei e estou chorando até agora. As lágrimas saem involuntariamente. claro que por causa do ato belíssimo da filha, mas também porque de repente eu me vi do outro lado da cena.

Antigamente (mas não há tanto tempo assim) seria eu a filha a ter uma atitude de amor destas, mas ao pensar que um dia o João Ricardo vai crescer e ter plena consciência de seus atos, pensei que algo que de repente pode ser simples para ele, pra mim vai ser a maior de todas as provas de amor: um chumaço de cabelo que me faz muito mais forte que sansão.

Me dei conta que há um ano e (quase) dez meses já sou mãe. Primeiro por dentro, depois por fora e agora por dentro-fora-alto-baixo-sempre-sou-feliz.
Um tempo tão curtinho, mas já tive tantas expressões extremas de amor, passando desde aquela alegria eufórica até o completo desespero.
Desde o momento em que senti a vida mais plena dentro de mim (e saindo através de mim) até quando achei que a vida dele se esvairia em meus braços.
A alegria de todas as pequenas conquistas, a angústia das pequenas feridas (e dos grandes berros de choro)...
Quando ele fica doente, meu coração encolhe-se completamente até chegar ao tamanho de uma sementinha de morango. Estou assim neste momento. João está passando por um tratamento forte contra a amidalite, a faringite e a sinusite que atacaram ele...

Mas quando ele dá uma risada, um sorrisinho tímido se quer, meu coração parece que vai transbordar de tanta alegria. É uma coisa que não há palavras pra descrever.

Tudo é muito intenso e parece que não vai parar nunca mais.

Coração de mãe tem umas engrenagens malucas que só outras mães para, às vezes, entenderem o que se passa por lá.

É como se fosse movido a energia eólica e basta uma brisa das mais bestas pra colocá-lo para funcionar a pleno vapor.

Nós experimentamos o amor dos pais, do marido, dos sobrinhos, dos amigos e até dos nossos animais, mas não há amor nesta terra que se compare ao amor de mãe. É uma coisa que só sabe quem é. Até me falavam isso e eu não acreditava.

Hoje eu entendo bem.

E eu percebi porque coração de mãe sempre cabe mais um: porque ele está acostumado a tentar conter aquele amor imenso que nunca chega, que sempre cresce, que se expande e vai ser sempre assim, independente do que nossos filhos façam ou deixem de fazer.

A gente ama e pronto.

De repente, não mais que de repente, a palavra mãe passou a fazer pleno sentido para mim.

Extraído de Potencial Gestante

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ser mãe é deixar de ser “eu” para ser “nós”.


Ser mãe é algo divino, é morrer de ansiedade no primeiro mês de gestação pra ter... uma barriga enorme e saber logo o sexo do bebê, já no nono mês, morrer de ansiedade pra ver o rostinho do bebê.

Ser mãe é pensar no parto como um divisor de mundos. Ser mãe é chorar quando o filho está doente e morrer de rir com as besteiras que eles fazem.

Ser mãe é passar noites acordada e acordar com um sorriso enorme no rosto.

Ser mãe é deslumbrar (quase babar) em ver o filho se descobrindo.

É ficar orgulhosa com a primeira palavra, com o primeiro passo, quando passar no vestibular, quando casar...

É também sentir ciume das(os) namoradas (os).

Ser mãe é sentir uma mãozinha tão pequenina acariciando o rosto. É ouvir uma vozinha dizendo “Te amo, mamãe!” e sentir que são verdadeiras aquelas palavras.

Ser mãe é amar incondicionalmente!

Ser mãe é descobrir que pode amar ainda mais um homem por vê-lo passar talco no filho brincar com ele e cuidar com tanto carinho.

Ser mãe É se apaixonar pelo marido por razões que antes não eram românticas .

Ser mãe é ficar madrugadas acordadas esperando o filho chegar de uma festa.

Ser mãe é uma função que nunca termina. Os filhos crescem, mas continuamos achando que são bebês!

Ser mãe é aguardar o memento de ser avó, para fazer tudo de novo, numa dimensão de doçura, amar, cuidar...