Muito prazer

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Comecei a vida em Santos e cresci educada de acordo com as tradicionais regras que, muitas vezes, envolvem o machismo brasileiro. Mudei. Fiz faculdade fora. Ganhei liberdade, responsabilidade e identidade. Hoje, com 32 anos, estou casada com um homem fabuloso e espero nosso primeiro filho. Um sonho de gente grande, mas que espero desde criança: o da maternidade. O assunto sempre me fascinou e hoje, me pego com o corpo começando a deformar e sintomas nada agradáveis. Sabe o bom da história? Dou risada de tudo! Da azia, das ânsias intermináveis, da fome colossal e do tanto de cremes de estrias que hoje povoam meu banheiro. Isso é somente a primeira fase. Tenho certeza que, depois desta gravidez, continuarei rindo de mim mesma por inúmeros motivos, inclusive por me pegar em diversas situações que jamais imaginei passar.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

29 de maio de 2011


Foi um dos dias mais apreenssivos da minha vida. Começou na noite ainda do dia 28. Era um sábado, fez um dia de chuva e um friozinho preguiçoso. Apesar de a noite ser super convidativa para um fondue com vinho e filminho no blue ray, eu estava a mil por hora. O culpado? A-N-S-I-E-D-A-D-E. Por que? A tão sonhada, esperada, querida festinha de 1 ano seria no domingo, 29. Conclusão: não dormi e não comi (só vários chocolates depois das 0h junto com alguns Marlboro Lights e umas taças de vinho). Quis assistir ao filme da retrospectiva de fotos umas 6 vezes e pior: queria que todos vissem comigo...(ariano é fogo)! Bom, o dia amanheceu, a correria foi grande. Minha mãe e meu pai dormiram em casa e nos ajudaram super com tudo no domingo de manhã. Ricardo foi para o local umas 10h30 e eu cheguei as 12h15 com os vovôs e o aniversariante. Dignamente vestido com os trajes do personagem de Antoine de Saint-Exupéry, o Pequeno Príncipe. Ele chegou analisando tudo com olhos arregalados e brilhantes. Um sorrizinho maroto se soltava do lado direito da doce boca do João. Depois de uma soneca revigorante. JR "despertou" para o seu reinado. Sim, ele gostou. Gostou das bexigas voando (graças ao gás Hélio), do colorido da decoração (Letícia Alencar Comemorações Únicas), da expectativa positiva dos garçons e garçonetes (Restaurante Gutê) e melhor: da emoção dos papais. Se chorei? Não. Choramos. Os dois. Choramos acho que pelo dever cumprido, pela exaustão, pelos perrengues passados no último ano, pela alegria e, principalmente, pelo amor. O amor que sentimos um pelo outro e o amor que juntos sentimos pelo João. Uma coisa tão imensa que não dá para definir. Só de pensar nisso, já me emociona. Sabe quanto é um trilhão vezes infinito (8 anos - Adriana Partimpim)? É desse tamanho.
O domingo foi ótimo, o sol durou por todo o dia, as crianças amaram, a família veio, Dona Margarida (mãe do Ricardo) estava fora do hospital (e na festa, claro), a Bisa veio de Atibaia (a outra bisa não veio de Santos, mas tudo bem), os recreadores deram conta dos pequenos, a comida estava ótima, o astral lá em cima e todos foram muito felizes durante o "reinado" do Pequeno Príncipe.
O reinado durou umas 5 horas. A intenção era mostrar aos adultos (maioria absoluta na festa, claro) que a história infantil do Pequeno Príncipe é, na verdade, um livro que deveríamos carregar debaixo do braço pelo resto de nossas vidas. Deveríamos reler a obra a cada tropeço, a cada etapa, a cada novidade e a cada decepção que passamos. Nos momentos felizes então ele é imprescindivelmente ótimo.
Não sei se os adultos perceberam isso no dia, mas acredito que ao menos algum deve ter se tocado desta mensagem que tantamos passar.
Daqui uns anos, quando JR crescer e ler este blog, gostaria que ele soubesse o quanto esta história é rica e importante para os valores de um ser humano de verdade.
No que depender de mim, mãe dele, ensinarei e mostrarei por todos os anos da vida dele estes valores.
O livro dele? Tenho um do tamanho tradicional e um na versão pocket. Os dois fechados e lacrados para (daqui uns 3 ou 4 anos) JR abrir e descobrir o quão bom é ser Príncipe por um dia.
PS. Eu amei ser a "mãe do príncipe, esposa do pai do príncipe"...

2 comentários:

  1. Não acredito que uma febre do me pequerrucho nos tirou desse momento mágico. Pena. Fica pra festa de 2 anos! Quero ver fotinhos. Imagino que estava um sonho. Parabéns pelo cuidado que teve com todos os detalhes. Bjs, Adri Ramos

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  2. Ai que lindo post! Dá uma anciedade para chegar o dia,eu preparo tudo muito antes,meses e depois fico morrendo de vontade de chegar o dia!Beijinhos

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