Muito prazer

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Comecei a vida em Santos e cresci educada de acordo com as tradicionais regras que, muitas vezes, envolvem o machismo brasileiro. Mudei. Fiz faculdade fora. Ganhei liberdade, responsabilidade e identidade. Hoje, com 32 anos, estou casada com um homem fabuloso e espero nosso primeiro filho. Um sonho de gente grande, mas que espero desde criança: o da maternidade. O assunto sempre me fascinou e hoje, me pego com o corpo começando a deformar e sintomas nada agradáveis. Sabe o bom da história? Dou risada de tudo! Da azia, das ânsias intermináveis, da fome colossal e do tanto de cremes de estrias que hoje povoam meu banheiro. Isso é somente a primeira fase. Tenho certeza que, depois desta gravidez, continuarei rindo de mim mesma por inúmeros motivos, inclusive por me pegar em diversas situações que jamais imaginei passar.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A volta

Tenho muito o que escrever, confessar, contar....enfim. Desde que criei este blog muita coisa mudou na minha vida. E não foi só o nascimento do meu filho. Fui eu quem mudei. Engraçado que esta mudança veio aos poucos meio que de mansinho para não me assustar (acho). Estou mais madura (mas não menos alegre), mais cuidadosa (mas não menos moleca), muito mais zelosa e, principalmente mais feliz. Uma felicidade plena como se os problemas fosse minúsculos perto da maravilha de ver o sorrisso do meu filho. Chego a me emociar com o sorriso dele. As vezes bribco com ele para ele até gargalhar e eu choro. Choro de felicidade de saber que Deus me permitiu ser mãe, cuidar, tratar, dar carinho (e receber tb) a um ser inofensivo, indefeso e lindo. Toda criança é linda. A alma da criança é linda, pura e feliz. Por isso elas são especiais. E ter o privilégio de gerar uma vida e cuidar dela é demais de bom. A "nova" Neila tem várias funções novas: aprendeu a ser dona de casa, a pensar nas refeições, a estar ligada 24 horas por dia em tudo: no cachorro, no piscineiro, no caseiro, no jardineiro, nas compras, no que falta, no que tem demais....enfim, para quem acha que administrar uma casa é coisa simples, adianto: não é. Penei com isso. Pedi ajuda as amigas, a mãe, a sogra...como boa ariana peguei um pouco de cada que eu achei melhor e montei meu modo de administrar toda minha nova vida. Quando o João nasceu, não tive a mínima dimensão de quanto tudo mudaria e se eu daria conta de tudo. No começo surtei, óbvio. Mas hoje, 5 meses e meio depois, posso dizer que sou uma nova mulher (ahaha). Engraçado que antes do João eu lidava completamente diferente com as questões domésticas afinal, sempre morei sozinha e levei toda a rotina que aprendi e fiz por anos para meu lar com o Ricardo. Quando o João chegou a casa mudou, a vida mudou, as pessoas mudaram, os horários mudaram, a comida mudou, minha casa mudou. Estava tudo de cabeça para baixo e eu precisava arrumar aquela bagunça. Fui levantando as coisas e arrumando tudo aos poucos. Comecei pela babá. Preciso de uma babá para voltar a trabalhar com tranquilidade. Consegui uma moça muito bacana que está conosco até hoje e por mim deve ficar até uns 10 anos do JR. Depois da Marfia (a babá) minha vida foi se encaixando. Veio a completação da amamentação com mamadeira, o que me tirou um grande peso do dia-a-dia. Muitos falavam que o João não pegaria mais o peito por causa da mamadeira e tal. Saibam que até hoje o menino mama peito e mamadeira na boa. Comecei assumindo meu papel de dona-de-casa que vai a feira, sacolão, mercado, pet shop, pediatra, verifica o gás, sabe mexer na elétrica da casa, conversa com "n" perstadores de serviços. Foi tudo muito difícil, afinal, estava acostumada com minha vida independente, ativa e só minha. A casa e os afazeres domésticos estavam lá em 10º plano...No começo achei que ia pirar (eu sempre acho isso) mas hoje digo que já tiro de letra. Aprendi a me preocupar e resolver mil coisas ao mesmo tempo (mais coisas - muito mais - do que eu resolvia antes). Hoje me preparo para mais uma empreitada: a volta ao trabalho. Mas isso é assunto para um novo post...

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