Muito prazer

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Comecei a vida em Santos e cresci educada de acordo com as tradicionais regras que, muitas vezes, envolvem o machismo brasileiro. Mudei. Fiz faculdade fora. Ganhei liberdade, responsabilidade e identidade. Hoje, com 32 anos, estou casada com um homem fabuloso e espero nosso primeiro filho. Um sonho de gente grande, mas que espero desde criança: o da maternidade. O assunto sempre me fascinou e hoje, me pego com o corpo começando a deformar e sintomas nada agradáveis. Sabe o bom da história? Dou risada de tudo! Da azia, das ânsias intermináveis, da fome colossal e do tanto de cremes de estrias que hoje povoam meu banheiro. Isso é somente a primeira fase. Tenho certeza que, depois desta gravidez, continuarei rindo de mim mesma por inúmeros motivos, inclusive por me pegar em diversas situações que jamais imaginei passar.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Desejos da mulher são simples

Estamos aí em mais um Dia Internacional da Mulher e nesta data comemorações, festas, homenagens... Mas será que apesar das grandes conquistas, isso representa o que se passa dentro de cada mulher?

Infelizmente ainda há a crença em muitas, que beleza é fundamental, como dizia o poeta Vinícius de Moraes, e fazem de tudo para conquistar seja um trabalho, promoção, ou um relacionamento afetivo, com o corpo e a sedução. Mas felizmente também há muitas mulheres que sabem reconhecer seu valor e sabem que a beleza externa passa com o tempo e o que conta mesmo, é o que há dentro de cada uma, coisas simples como: força, coragem, garra, luta, e principalmente, a sensibilidade e a capacidade de doar amor.

Em conversas com minha terapeuta, soube que mulheres bonitas, inteligentes, realizadas profissionalmente, no íntimo estão infelizes, insatisfeitas e doentes.

Tudo isso pela exigência que muitas de nós fazemos de nós mesmas: temos que ser mulheres exemplares, bonitas, com corpo "em cima", excelentes profissionais (independente da área), boas filhas, boas mães, ótimas esposas, não podemos esquecer da lista do supermercado, da feira, das reuniões com a chefia, dos detalhes que podem nos acarretar alguns elogios ou promoções....enfiim, a Super Mulher!

É mais do que certo que realização profissional e conquistas materiais não são suficientes para fazer alguém feliz. A emoção sobrepõe-se a todas as outras conquistas. Ainda buscamos uma relação saudável, um companheiro para dividir cada momento da vida, alguém para trocar acima de tudo, amor.

Quantas mulheres desejam o divórcio, mas não têm coragem de pedi-lo?
Quantas são as que amam e não se sentem amadas?
Quantas se sentem sozinhas mesmo acompanhadas?
Quantas estão sós e buscam alguém que as amem?

Ou ainda, simples mulheres donas de casa, que abriram mão de sua própria vida para cuidar da casa, dos filhos, dos pais, marido e não são sequer reconhecidas?

Parece que somos capazes de cuidar de tudo, mas neste tudo, parece que esquecemos muitas vezes, de cuidar de nós mesmas. Por que fugir do desafio de cuidar de si mesma?

Na verdade, o que explica muitos dos conflitos e que reflete diretamente nos relacionamentos é a busca de simplesmente querer ser cuidada, protegida, ainda que inconscientemente. Alguém pode dizer: "eu não!" Você sim. Qual o erro em querer um relacionamento baseado no companheirismo, amizade, cumplicidade, troca e acima de tudo, baseado no amor? Qual o erro em querer alguém que se preocupe com você tanto quanto você se preocupa? Que lhe dê atenção, carinho, afeto? Quem não gosta de poder contar com um abraço, um colo, depois de um dia difícil? Não há mal nenhum nisso, seja homem ou mulher.

O que precisamos é sermos coerentes com aquilo que sentimos e demonstramos, do contrário, viveremos em conflito, não só com o outro, mas com nós mesmas.

O que leva à verdadeira independência não é só ser capaz de se manter financeiramente, mas principalmente, ser capaz de enfrentar os medos, os desejos, de ser consciente do que sente e acreditar que é possível encontrar alguém que valorize tudo aquilo que você doa sem que seja pedido. Alguém que saiba reconhecer que além de um corpo ou rosto bonito, existe um ser humano com sentimentos, que chora, reclama, pede, espera, mas também acolhe, cuida, torce, e deseja acima de tudo, troca.

Afinal, somos capazes de parar seja o que for e lembrarmos de dar um telefonema só para que o outro se sinta importante. Somos capazes de mesmo cansadas, lembrar de dar um abraço e perguntar como foi o dia, mesmo que o próprio tenha sido péssimo. É, somos capazes acima de tudo, de amarmos e continuarmos amando, mesmo machucadas.

Por isso e muito mais, é que temos que continuar demonstrando o que sentimos, sem negações, fugas ou culpas. Temos que valorizar cada vez mais o quanto somos únicas e especiais, para que assim possamos ser reconhecidas por quem amamos.

Quando acreditarmos em nós mesmas, não permitiremos mais sonhos vazios, relações doentes, falta de respeito e amor, nem mendigaremos por migalhas, pois neste momento seremos capazes de nós amarmos e estaremos finalmente livres para amar, ser amada e enfim... sermos felizes!

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