Muito prazer

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Comecei a vida em Santos e cresci educada de acordo com as tradicionais regras que, muitas vezes, envolvem o machismo brasileiro. Mudei. Fiz faculdade fora. Ganhei liberdade, responsabilidade e identidade. Hoje, com 32 anos, estou casada com um homem fabuloso e espero nosso primeiro filho. Um sonho de gente grande, mas que espero desde criança: o da maternidade. O assunto sempre me fascinou e hoje, me pego com o corpo começando a deformar e sintomas nada agradáveis. Sabe o bom da história? Dou risada de tudo! Da azia, das ânsias intermináveis, da fome colossal e do tanto de cremes de estrias que hoje povoam meu banheiro. Isso é somente a primeira fase. Tenho certeza que, depois desta gravidez, continuarei rindo de mim mesma por inúmeros motivos, inclusive por me pegar em diversas situações que jamais imaginei passar.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Poluição atmosférica influencia em problemas na gravidez

Publicado hoje na Agência USP de notícias

Os efeitos da poluição do ar, mesmo dentro dos níveis tolerados pela legislação brasileira, influenciam a gravidez contribuindo para o aumento de casos de baixo peso ao nascer e a ocorrência de prematuros. É isso que afirma a pesquisa do engenheiro Marcelo Moreno dos Reis em seu doutorado defendido recentemente pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).
Mesmo em níveis abaixo do tolerado poluição influencia negativamente a gravidezA pesquisa analisou todos os nascidos vivos na cidade de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, no período de janeiro de 2003 a dezembro de 2006, e comparou com as medições diárias de qualidade do ar feitas em diversos pontos da cidade. “Volta Redonda foi escolhida por possuir um parque industrial importante que compreende inclusive a usina da maior siderúrgica do País e pela necessidade da população em obter informações sobre os efeitos da poluição na saúde,” explica o engenheiro. Ele acrescenta ainda que o tráfego de veículos, principalmente caminhões, é bastante intenso na cidade. “Dessa forma temos poluição emitida por fontes móveis (veículos) e fontes fixas (indústrias).”
Para o levantamento dos dados sobre os nascimentos neste intervalo de tempo, o pesquisador utilizou o Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde, com dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde de Volta Redonda. Os dados referentes às emissões de poluentes atmosféricos foram gerados nas estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar, ligadas ao Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea).
O pesquisador então analisou os 13.660 nascimentos ocorridos com estimativas da exposição de cada mãe à poluição nas 36 semanas anteriores ao nascimento das crianças, ou seja, no período ideal de gestação Para facilitar a análise e possibilitar a comparação da pesquisa com outros estudos, Moreno dividiu o período de gestação em três trimestres.
Resultados
No período analisado, o baixo peso ao nascer foi encontrado em 9,1% dos casos e o nascimento de prematuros representou 7,4% do total. A partir desses dados, o pesquisador observou que a poluição atmosférica contribui para efeitos adversos da gravidez.
No baixo peso ao nascer, os poluentes que influenciaram esse resultado foram o ozônio (O3) e as partículas inaláveis (PM10), ambos relacionados à exposição materna no segundo e no terceiro semestre de gravidez. Com relação à prematuridade, a substância presente na atmosfera que mais contribui para o aumento de casos é o dióxido de enxofre (SO2), que afeta a gravidez durante os três trimestres.
“Essas três substâncias foram utilizadas para análise dos efeitos dos poluentes, pois são algumas das mais comuns dentro de pesquisas que relacionam saúde e efeitos da poluição”, explica o pesquisador.
Padrões altos
Apesar da influência da poluição ter sido constatada, Moreno explica que em nenhum momento as médias das emissões diárias em Volta Redonda ultrapassaram os limites estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). “As emissões de dióxido de enxofre, por exemplo, chegavam a atingir no máximo 20 mg/m³ (microgramas por metros cúbicos), quando o Conama estabelece 100 mg/m³ como limite.”
Ele acredita que uma revisão dos padrões de emissão de poluentes seria importante para a política ambiental brasileira e para a saúde pública. “Uma sugestão seria estabelecer uma discussão ampliada com a sociedade para a redução dos padrões brasileiros, tendo por base os índices recomendados pela Organização Mundial de Saúde.” De qualquer forma, o engenheiro explica que mesmo se as emissões de poluentes forem menores do que os limites estabelecidos pelo Conama ou pela OMS, elas podem influenciar negativamente na gravidez.
Contudo, ele entende que a poluição é um importante fator prejudicial para a gravidez. “É claro que outros fatores relacionados ao nível socioeconômico, como nível de escolaridade e acesso a serviços de saúde (pré-natal) influenciam nos resultados. Mesmo assim, a poluição do ar contribui de forma significativa para a prematuridade e para o baixo peso ao nascer, necessitando ser controlada, principalmente, por ser provocada pelo homem”, completa.

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