Muito prazer

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Comecei a vida em Santos e cresci educada de acordo com as tradicionais regras que, muitas vezes, envolvem o machismo brasileiro. Mudei. Fiz faculdade fora. Ganhei liberdade, responsabilidade e identidade. Hoje, com 32 anos, estou casada com um homem fabuloso e espero nosso primeiro filho. Um sonho de gente grande, mas que espero desde criança: o da maternidade. O assunto sempre me fascinou e hoje, me pego com o corpo começando a deformar e sintomas nada agradáveis. Sabe o bom da história? Dou risada de tudo! Da azia, das ânsias intermináveis, da fome colossal e do tanto de cremes de estrias que hoje povoam meu banheiro. Isso é somente a primeira fase. Tenho certeza que, depois desta gravidez, continuarei rindo de mim mesma por inúmeros motivos, inclusive por me pegar em diversas situações que jamais imaginei passar.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Papo de filhos

Cena - almoço de segunda feira de carnaval na casa da Vovó Margarida (mãe do Buga).
Menu: cuscus de camarão e saladinha verde. Delícia!
Estado: cansada, cansada, cansada. A quarta de cinzas chegou mais cedo para mim!
Papo após algumas taças de vinho, cervejas e tal:
Margarida conta a todos como curou a bronquite do Ricardo ainda quando menino: colocando uma piscina no quintal para ele nadar sem parar (isso explica o gosto do rapaz por água. Sim, praticamente um anfíbio!) e uma receitinha bacana: óleo de jacaré em todo dia 13 de agosto até sarar. Óleo de jacaré? 13 de agosto? Na minha cabeça ficaram pulsando estas questões. Na época, as benzedeiras ditavam remédios e simpatias. E foi assim que curou-se a bronquite de Ricardo. Detalhe: ele não sabia que tomaava óleo de jacaré. Achava que era um remédio qualquer. Descobriu na adolescência e nunca mais tomou. Óbvio. Mas aí, já estava curado. Graças a crença e ao esforço mútuo da família.
Bom, esta história aqui do pai do João Ricardo é para esboçar a que ponto chega uma mãe zelosa com a saúde do filho: havia todo um esquema para comprar o tal óleo de jacaré que mobilizava mais de uma pessoa na casa e tal, além da cumplicidade na mentira do irmão mais velho que tinha que jurar de pé junto que também tomava o tal remédio todo dia 13 de agosto (ah! dia este que tinha hora para o despertador tocar antes do sol nascer e toda uma preparação de mãe e pai para darem o óleo para o Ricardo).
Enquanto a conversa na mesa daquele almoço era de lembranças, na minha cabeça eu me perguntava: será que serei assim? Será que farei o possível e o impossível pelo João Ricardo?
Hoje já tenho a rsposta (sou rápida quando eu quero): SIM. Farei de tudo e mais um pouco para vê-lo bem, sorrindo e com saúde. Sempre. E aí de quem tentar atrapalhar meus planos! Como mãe pode tudo, seguraaaa que vou pra cima! Como diz minha amiga Helena: Devolve meu chip!! rs

Um comentário:

  1. Também sou uma mamãe de primeira viagem, por isso vou te seguir para trocarmos experiências desse momento tão lindo... um abraço!!!

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