Muito prazer

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Comecei a vida em Santos e cresci educada de acordo com as tradicionais regras que, muitas vezes, envolvem o machismo brasileiro. Mudei. Fiz faculdade fora. Ganhei liberdade, responsabilidade e identidade. Hoje, com 32 anos, estou casada com um homem fabuloso e espero nosso primeiro filho. Um sonho de gente grande, mas que espero desde criança: o da maternidade. O assunto sempre me fascinou e hoje, me pego com o corpo começando a deformar e sintomas nada agradáveis. Sabe o bom da história? Dou risada de tudo! Da azia, das ânsias intermináveis, da fome colossal e do tanto de cremes de estrias que hoje povoam meu banheiro. Isso é somente a primeira fase. Tenho certeza que, depois desta gravidez, continuarei rindo de mim mesma por inúmeros motivos, inclusive por me pegar em diversas situações que jamais imaginei passar.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Para os que não se cansam de me perguntarem sobre o assunto. Matéria publicada a Revista Veja desta semana


Sem medo de lutar contra a tristeza
Antidepressivos costumam ser desaconselhados na gravidez. Agora se sabe que o feto pode ser mais prejudicado pela depressão do que pelos remédios que a combatem.
Quando soube que estava grávida pela segunda vez, em 2006, a administradora hospitalar curitibana Maria Juliana Roberto, hoje com 30 anos, ficou radiante. Ela e seu marido esperavam ansiosamente a chegada de mais uma criança. A gestação avançou e, de repente, o mundo de Maria Juliana começou a desabar. Ela não tinha apetite, dormia só duas horas por noite e sentia uma enorme angústia, sem razão aparente. "Só queria ficar quieta", ela relata. Uma consulta ao obstetra resultou no diagnóstico de depressão e numa receita de antidepressivo. "Fiquei com medo de prejudicar o bebê com o remédio, mas fui em frente", ela diz. Maria Juliana se curou e, meses depois, deu à luz Ana Júlia, uma menina saudável.

Até há pouco tempo, o mais provável era que o médico tivesse receitado a Maria Juliana um calmante natural e recomendado que fizesse terapia. Temia-se que o risco de os antidepressivos causarem danos ao feto fosse muito grande e não valesse a pena curar a mãe. Ocorre que o número de gestantes com diagnóstico de depressão aumentou exponencialmente nas últimas três décadas. Estatísticas recentes apontam que a doença já atinge 20% das grávidas no mundo – quase o dobro do número de mulheres que desenvolvem a depressão pós-parto. Na década de 80, a depressão era diagnosticada em apenas 5% das gestantes. Com o advento de novas gerações de antidepressivos, os médicos começaram a reavaliar sua opinião sobre tratar a depressão das grávidas com medicamentos.

Há dois meses, a Associação Americana de Psiquiatria fez uma revisão nas recomendações de tratamento da depressão na gravidez. No relatório, a entidade recomenda o uso de antidepressivos em casos de depressão moderada e grave. "A depressão na gestação continua sem tratamento adequado por causa das preocupações com a segurança do bebê, o que é um erro", escreveu a coordenadora do estudo, a psiquiatra Kimberley Yonkers, da Universidade Yale. "Nenhum antidepressivo é 100% inócuo. No entanto, o médico deve avaliar as consequências de não tratar a paciente", diz o psiquiatra Joel Rennó Júnior, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Em muitos casos, a depressão na gravidez pode trazer mais danos ao feto do que a medicação em si. A liberação de cortisol, o hormônio do stress, por um longo período pode causar descolamento de placenta, hemorragia e má-formação no feto. Bebês cuja mãe sofreu de depressão na gestação costumam apresentar apatia e déficit de atenção. Os médicos avaliam que as pesquisas que relacionam o uso de antidepressivos pelas gestantes a alterações cardía-cas e hipertensão pulmonar em recém-nascidos são inconclusivas.
Entre os antidepressivos considerados mais seguros durante a gestação estão os que agem apenas nos níveis de serotonina, do tipo Prozac e Zoloft. "Os remédios mais antigos, como o Anafranil, apresentam baixo índice de toxicidade para o feto, mas os bebês podem ter reações de abstinência ao medicamento depois de nascer", diz Rennó Júnior. "A depressão na gravidez é tão estigmatizada que muitos obstetras relutam em diagnosticá-la", diz o psiquiatra Geraldo Possendoro, da Universidade Federal de São Paulo. A dona de casa paulista Maria Felix, de 30 anos, passou a maior parte da sua primeira gravidez no hospital. Ficava irritada, insegura, sentia dores de cabeça e tremores. "Pensava-se que eram sintomas da gravidez e que tudo passaria quando o bebê nascesse", ela conta. Aconteceu o oposto. Depois do nascimento de sua filha, os sintomas pioraram. Só então ela consultou um psiquiatra, que diagnosticou a depressão e prescreveu medicamentos. Hoje, no final de sua quarta gestação, ela ainda teme que as sensações da primeira gravidez se repitam. Caso isso aconteça, o médico poderá voltar a lhe receitar medicamentos.

5 comentários:

  1. Amiga,

    O importante é você estar feliz e se sentir bem para a chegada do seu bebê. Tenho certeza que da forma como vc está sendo amparada, tudo será perfeito, maravilhoso e esplendoroso. A pesquisa tb está aí para provar, não é mesmo?

    Beijos ansiosos para saber se é a Maria ou João, Gegê

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  2. Amiga,

    O mais importante é você se sentir bem e estar feliz para a chegada do seu bebê. Tenho certeza que da forma como você está sendo amparada, tudo será maravilhoso, esplendoroso e perfeito. Afinal, a pesquisa está aí para comprovar, né?

    Beijos ansiosos para saber se é a Maria ou o João, Gegê

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  3. Olá queridas... o próprio texto já diz!
    "....o médico deve avaliar as consequências de não tratar a paciente, diz o psiquiatra Joel Rennó Júnior. Em muitos casos, a depressão na gravidez pode trazer mais danos ao feto do que a medicação em si".
    Eu acho que na maioria dos casos, os comentários contra ou à favor, têm sido de curiosos! por esta razão diante da confiança na relação médico-paciente, NINGUÉM,(e quando digo ninguém, estou me referindo a pais, " amigos", vizinhos e etc...)deve dar palpites, muito menos achar que conhece toda fármaco dinamica de uma medicação, porque isso é um privilégio, para graduados. E normalmente essas pessoas não tem muito o que fazer a não ser atrapalhar a vida alheia, ao invés de ajudar!
    Neila, muita sorte, saúde e AMOR para vocês!

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  4. Olá querida... o próprio texto já diz!
    "....o médico deve avaliar as consequências de não tratar a paciente, diz o psiquiatra Joel Rennó Júnior. Em muitos casos, a depressão na gravidez pode trazer mais danos ao feto do que a medicação em si".
    Eu acho que na maioria dos casos, os comentários contra ou à favor, têm sido de curiosos! por esta razão diante da confiança na relação médico-paciente, NINGUÉM,(e quando digo ninguém, estou me referindo a pais, " amigos", vizinhos e etc...)deve dar palpites, muito menos achar que conhece toda fármaco dinamica de uma medicação, porque isso é um privilégio, para graduados. E normalmente essas pessoas não tem muito o que fazer a não ser atrapalhar a vida alheia, ao invés de ajudar!
    Neila, muita sorte, saúde e AMOR para vocês três!

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  5. Fala Neila,
    Pior do que remédio ou qualquer outra coisa é deixar que mentes ociosas roubem nossa energia.
    Se todos soubessem sobre esse assunto não precisaríamos de médicos, ok?
    Então siga firme e forte e faça proveito do que durante anos foi estudado e desenvolvido, com certeza não para nos prejudicar!
    Todos nós temos problemas e sempre teremos dedos apontados em nossa direção, estando certos ou não, até porquê o que seria o certo? Quem nos questiona? Existe verdade absoluta? Para que servem as exceções senão para comprovar as regras? Ou não haveria regras...
    Sempre brinco que somos criticados por muitos, elogiados por poucos e lembrado por todos, sem trocadilhos, e é isso o que vale.
    Parabéns pela atitude e conte com o apoio de quem os ama (Casal e filho (a), Os três!!!).
    Fica com Deus, Um Beijo.

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